Postos de saúde da capital confirmam situação. Promessa é que hoje volta ao normal (19/04)
Embora haja baixa adesão na campanha de vacinação contra o vírus H1N1, a cidade de São Paulo registrou nos últimos dias desabastecimentos pontuais das doses. Somente 2 dos 40 postos consultados tinham a vacina. A falta foi registrada na terça-feira, principalmente no Hospital São Paulo e no Instituto Pasteur, ambos na zona sul. A Secretaria de Estado da Saúde disse que o Ministério da Saúde teve problemas em enviar vacinas por causa das chuvas. Segundo o ministério, no entanto, São Paulo já recebeu mais doses do que o necessário.
A reportagem contatou ontem 40 postos e só dois, municipais, ainda tinham a vacina - a prefeitura não explicou. Na lista de postos do Estado constavam ontem locais que não estão mais vacinando. O Estado prometeu corrigir hoje o problema, atribuído à falha de seus computadores.
Em São Paulo, a meta da Secretaria da Saúde é imunizar 1 milhão de pessoas enquadradas nos seis públicos alvo. A escassez da vacina nos postos do Estado acontece em um momento em que os paulistanos apresentam baixa adesão à Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe. Balanço do Ministério mostra que, até o dia 12, São Paulo havia imunizado 35,2% do total de pessoas que devem receber a vacina.
Até o momento, o Estado só apresentou imunização satisfatória em relação à vacinação de crianças de 6 a 23 meses. A meta de 80% para imunizar esse público foi superada no País e alcançou a marca de 82%. O Ministério da Saúde também reforçou o alerta para que as gestantes compareçam aos postos para receberem a vacina. Até o dia 23, os postos de saúde estarão abertos para receberem não só grávidas e crianças, como também doentes crônicos e jovens entre 20 e 29 anos.
Medicamento
Quem ficar doente pode, desde ontem, retirar fosfato de oseltamivir, usado no tratamento da gripe A, gratuitamente nas Farmácias Populares do País. Para pegar o remédio é preciso apresentar a receita médica.
Na capital, o medicamento é adquirido em uma das 17 unidades do programa Farmácia Popular. No Estado são 87 postos. Para conferir o endereço, consulte o site www.saude.gov.br.
O oseltamivir é indicado a pacientes portadores da gripe com quadro de doença respiratória grave. O antiviral, segundo o Ministério da Saúde, também é indicado a portadores de risco para agravamento da doença, como doentes crônicos e gestantes.
Para retirar ao remédio é preciso apresentar nas unidades documento de identidade e a receita. “Isso evita a automedicação e a venda indiscriminada”, diz o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério, José Miguel do Nascimento Júnior.
O medicamento começou ser produzido em 2009 pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O laboratório entregará o remédio às Farmácias Populares e enviará relatórios quinzenais ao ministério.
Fonte:
(Jornal da Tarde)
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