Mais de 300 dirigentes de empresas e profissionais ligados ao sistema de saúde suplementar no País reuniram-se, em Brasília, nos dias 26 e 27 de abril, para discutir alternativas que salvaguardem a manutenção do segmento de autogestão. Ao final do evento, os participantes do I Seminário dos Dirigentes e Gestores das Instituições de Autogestão em Saúde, promovido pela Unidas, lançaram um manifesto que será direcionado a autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário. O documento torna clara as especificidades dos planos de saúde na modalidade de autogestão que, mesmo sem fim lucrativo, são regulados e tributados sem qualquer diferenciação dos planos abertos existentes no mercado. No encontro, juristas alertaram que um “verdadeiro tsunami jurídico” tomou conta do segmento, com impacto direto na sustentabilidade dos planos. Chegaram a citar casos de decisões judiciais altamente prejudiciais ao segmento, como por exemplo, a liminar que uma usuária conseguiu na Bahia para tratamento num spa, com direito a acompanhante.
Além dos problemas judiciais, especialistas na área da saúde suplementar mostram–se preocupados com a forte tendência em junção e criação de grandes entidades, dando origem a operadoras gigantescas. Para eles, essas fusões vão permitir que as grandes e lucrativas operadoras tenham poder significativo de negociação com os prestadores, e haja evasão de beneficiários dos planos de autogestão. No limiar, tal concentração pode culminar com trabalhadores sem assistência médica suplementar por não terem planos adequados às suas rendas.
Fonte:
Geap
www.hospitalarsc.com.br
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