Ginecologistas se rebelam contra os planos de saúde

sexta-feira, 28 de maio de 2010



Bauru - Em ação inédita, médicos ginecologistas e obstetras de São Paulo lançaram uma campanha publicitária - com outdoors e anúncios em rádios, jornais e revistas de todo o Estado - em que atacam os planos de saúde. Esses anúncios afirmam que há operadoras que pagam aos médicos somente R$ 200,00 por parto e R$ 25,00 por consulta. A remuneração aumenta ou diminui dependendo da operadora e da região. Também estão previstos anúncios semelhantes em Bauru, onde a categoria começa a se mobilizar.

A campanha é encabeçada pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), que em Bauru tem como representante o médico José Petrônio Lourenço Dias. Para ele, o ginecologista e o obstetra não é valorizado como deveria, o que reflete na remuneração.

“Um parto normal pode exigir horas de trabalho do obstetra. É diferente da maioria dos procedimentos das demais especialidades. E na consulta ginecológica, o médico faz exames, colhe material, sem que haja remuneração específica. Além disso, o ginecologista é o clínico geral da mulher. Trata, por exemplo, hipertensão, disfunção da tireoide, depressão e outros problemas”, explica.

Por isso, na avaliação de Petrônio, os planos de saúde deveriam pagar mais pela consulta ginecológica. “O ginecologista é o médico que tem vínculo com a paciente. O ginecologista encaminha a paciente para o especialista quando necessário, mas ela volta periodicamente e é ele quem vai avaliá-la de maneira geral”, completa.

Apesar dos valores pagos pelos planos de saúde não serem os mais baixos do Estado - o parto normal não chegaria a R$ 400,00 -, Petrônio vai tentar mobilizar ginecologistas e obstetras. “Daqui a duas semanas teremos uma reunião sobre a campanha na sede da regional, que fica em Presidente Prudente. E vamos tentar mobilizar a categoria”, frisa.

Filiados à associação, em Bauru são cerca de 70 médicos. De acordo com a Sogesp, quando quem paga é a própria paciente, e não o plano de saúde, os médicos recebem em média R$ 2 mil por parto e R$ 200,00 por consulta. Com a campanha, o objetivo é pressionar as operadoras a reajustar esses valores.
 
Ieda Rodrigues 
 
Fonte:
 Jornal da Cidade
 
 
Hospitalar Santa Celina, acesse:
http://www.hospitalarsc.com.br/

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