62% suspeitam que teriam dificuldade em conseguir acesso a assistência eficaz
Pesquisa internacional elaborada pelo instituto Ipsos, em parceria com a Reuters, revela que 62% dos brasileiros desconfiam que teriam dificuldade para conseguir serviços de assistência de saúde com qualidade a preço acessível, caso um membro da família ficasse doente. Quando considerada a média dos 22 países consultados, o temor cai e atinge 52% dos entrevistados.
O resultado veio para reafirmar o cenário de insatisfação com o setor no País. Pelo décimo ano consecutivo, as queixas referentes aos planos de saúde lideram o ranking de reclamações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Os itens mais questionados são negativa de cobertura, reajustes abusivos e má prestação do serviço. Com relação ao preço, a própria Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é alvo de ações movidas pelo Idec e pelo Ministério Público, cobrando mais transparência quanto aos critérios que definem os aumentos anuais.
“Apesar de autorizados pela agência reguladora, os reajustes, pela forma como são determinados hoje, são abusivos. São adotados de forma unilateral, com prejuízo para o consumidor”, criticou Juliana Ferreira, advogada do Idec.
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