Governo tenta convencer médicos a trabalhar nas regiões Norte e Nordeste

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Profissionais devem receber ofertas de salários altos e oportunidade de reciclagem

Médicos da ONG Expedicionários da Saúde trabalham em centro cirúrgico móvel, atendendo pacientes de comunidades indígenas da região do Rio Içana, no Amazonas. Região Norte tem falta de profissionais



O governo vai criar uma Força Nacional de Saúde para enviar médicos, enfermeiros e dentistas a pontos distantes do país. A medida será adotada para driblar a dificuldade de cidades, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste, de recrutar profissionais, mesmo ofertando altos salários. O Ministério da Saúde estima que cerca de 500 municípios não têm médicos que residem na própria cidade.

O secretário de Gestão do Trabalho e de Educação na Saúde, Francisco Campos, diz que os "profissionais resistem em aceitar propostas de emprego por vários motivos, como o medo de que haja muita pressão política no exercício da profissão". O secretário aponta também o receio de que, em locais distantes, a infraestrutura seja precária.

– Mas o principal é o medo de ficar estagnado, sem condições de fazer reciclagem profissional.

Um grupo de trabalho formado pelo Ministério da Saúde em julho tem até o mês que vem para desenhar o formato final da carreira do SUS (Sistema Único de Saúde). A primeira reunião do grupo deve ocorrer nesta quarta-feira (15). As linhas gerais do projeto estão traçadas.

Campos diz que profissionais serão contratados via seleção pública, por regime da CLT. A ideia é que haja uma rotatividade entre as cidades cadastradas, em sistema semelhante ao que ocorre com carreiras jurídicas. A periodicidade das transferências e os critérios para as remoções serão definidos pelo grupo de trabalho, diz o secretário.

– A intenção é criar uma carreira atrativa. Além de bons salários, profissionais teriam garantia, por exemplo, de participar de cursos de reciclagem.

Os salários dos profissionais serão pagos pelo Ministério da Saúde, mas o dinheiro será descontado dos repasses que rotineiramente são feitos para municípios. Os salários ofertados atualmente, de acordo com Campos, chegam a R$ 20


Fonte:
R7

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