Vacina contra a doença, que não é gratuita e custa mais de R$ 100, está em falta
A SES (Secretaria de Estado da Saúde) já registrou 14 mortes por catapora em Minas Gerais neste ano, até esta quinta-feira (30). O número é quase duas vezes maior que do ano passado, quando foram registradas, durante os 12 meses, oito mortes provocadas pela doença.
O número também já superou o ano de 2007, quando 12 pessoas morreram em mais 41 mil casos registrados. Mas, enquanto o número de casos aumenta e preocupa todo o país, a vacina contra a doença, disponível apenas na rede particular, desapareceu e está em falta no mercado há duas semanas.
A médica pediatra da SES Regina Coeli diz que ainda não é possível explicar porque o número de mortes é tão alto se comparado aos anos anteriores.
- Essas pessoas podem ter falecido por muitas razões. É imprudente fazer um diagnóstico precoce, antes de analisar as fichas de cada um. É possível que tenha havido demora em procurar um médico ou também associação da catapora a outra doença.
Há 30 dias, a empresária Luciana Albuquerque, 38 anos, tenta vacinar o filho Igor, 6 anos, contra a varicela.
- Estou na fila de espera e não há previsão de quando vou conseguir.
Somente na clínica Imunológica Vacinas, uma das várias da capital, cerca de 2 mil crianças esperam na fila para receber a dosa da vacina. O administrador da clínica Geraldo Costa, afirma que há três meses a empresa não recebe a vacina.
- Há 15 dias as doses acabaram. O mercado inteiro está em falta e a situação só não foi pior porque temos um estoque.
O responsável técnico pelo setor de vacinas do laboratório Hermes Pardini, José Geraldo Ribeiro, lamenta que a procura pela vacina aconteça sempre no mesmo período.
- Todos os anos é a mesma coisa. É uma pena que os pais deixem a vacinação dos seus filhos para a última hora”. Segundo Ribeiro, a falta da vacina contra a catapora é frequentemente e não é a única. “Também temos essa dificuldade com as vacinas para hepatite A.
Enquanto as doses para a catapora não chegam, a médica da SES sugere que os pais procurem aplicar a tetravalente, que custa cerca de R$ 200.
- Ela protege não apenas contra a catapora, mas também contra a caxumba, sarampo e rubéola. Mas fique atento: se a vacina contra algumas dessas doenças já tiver sido tomada, é preciso aguardar um intervalo de aproximadamente dois meses para tomar a outra dose sem correr riscos.
Regina Coeli afirma acreditar que até 2012 a vacina contra catapora deve ser anexada ao calendário de imunização nacional, mas o Ministério da Saúde diz que não há previsão. Segundo ela, o desaparecimento das vacinas no mercado está ligado não apenas ao aumento do número de casos, mas também à divulgação.
- Esta é uma época onde a ocorrência da catapora já é muito comum. A partir do momento que o número de casos passou a ser amplamente divulgado pela imprensa, a procura foi ainda maior.
Até agosto, Minas havia registrado mais de 13 mil casos de catapora. Em São Paulo foram registrados, até o momento, mais de 10 mil casos.
- Quando você viaja de um estado para outro é possível que haja contaminação.
A GlaxoSmithKline, um dos laboratórios produtores da vacina, informou por meio de nota que “está cumprindo todos os prazos de entrega estabelecidos”.
Fonte:
R7
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