Planos de saúde aumentam 6,72% em um ano no país

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Belo Horizonte teve a oitava maior alta do país com reajuste de 6,57%


O preço dos planos de saúde no Brasil acumula alta 6,72% em apenas um ano. Isto é o que mostram os números do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi acima da inflação anualizada, de outubro de 2009 a setembro de 2010, que foi de 4,70%.

Na comparação entre dez capitais e o Distrito Federal, Curitiba é a cidade que apresentou a maior alta do país: 7,04%. Belo Horizonte aparece em oitavo lugar, com um reajuste de 6,57%. Em setembro, na comparação com o mês anterior, os preços registraram alta de 0,59% na média nacional.

Para a expedicionista Ana Paula de Souza, 37, o aumento vai pesar no orçamento da família. Com uma renda média de R$ 2.000 mensais, ela diz que desembolsa, todos os meses, R$ 380 com o plano de saúde, e ainda reclama da prestação do serviço. "A gente paga uma conta alta e não tem o retorno esperado. O pior é que não temos opção porque o governo não dá assistência adequada", reclama Ana Paula.

Dentre os itens da área de saúde, a opção serviços médicos e dentários foi a que registrou reajuste maior, de 7,91%. Nesse grupo, o preço que os consumidores pagam por uma consulta médica foi o que mais subiu, 9,54%. Consulta dentária registrou aumento um pouco menor, de 7,96%. O serviços laboratoriais e hospitalares teve alta de 6,19% no país entre setembro de 2009 e setembro último.

A família do advogado Fabrício Duffles desembolsa quase R$ 1.000 todos os meses com plano de saúde. Além do seu plano individual de R$ 200, Duffles ainda arca com a despesa dos pais, de R$ 720. "Sem dúvida pesa muito no orçamento da família. Para uma pessoa com muitos filhos, isso é pior ainda", diz o advogado.

Na capital mineira, inflação dobra

São Paulo. O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) da primeira semana de outubro subiu nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), conforme levantamento divulgado ontem. No período, a taxa média ficou em 0,66% - 0,20 ponto percentual acima da apurada na última divulgação.

As altas foram expressivas em Porto Alegre e Recife, onde o IPC-S passou de -0,14% para 0,29% e de -0,13 para 0,17%, respectivamente.

Em Belo Horizonte, a taxa quase dobrou, subindo de 0,23% para 0,42%.
 
DOUGLAS COUTO
 
 FOnte:
O Tempo

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