Instituição tem desafios importantes, sobretudo a limitação de verbas
O Sistema Único de Saúde (SUS) consolidou-se, ao longo de duas décadas, como a maior política de Estado do país, promotor de inclusão e justiça social. Fruto de uma permanente construção coletiva, nele se manifesta o melhor da tradição política brasileira o diálogo a composição e a busca do acordo. Nós, gestores do SUS em todas as esferas de governo, a despeito de diferenças de orientação política ou ideológica, temos um ponto de convergência: a saúde pública. Assim, a defesa intransigente do SUS nos unifica.
Cada governo ajudou a fortalecer o SUS. E a gestão do presidente Lula acumula conquistas inegáveis. O Programa Saúde da Família (PSF) teve sua cobertura duplicada de 2002 a 2009, atingindo 100 milhões de brasileiros. Com isso, o país reduziu em 20% a mortalidade infantil (2003 a 2008); ampliou em 125% o número de consultas pré-natal (2003 a 2009); diminuiu a desnutrição e ampliou a adesão à vacinação. Antes esquecida, os cuidados em saúde bucal é um dos destaques. Brasil eliminou o sarampo, em 2007; interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); e a transmissão vetorial de Chagas, em 2006. Estamos próximos da eliminação do tétano e reduzimos as mortes e outras 11 doenças transmissíveis, como a tuberculose, a hanseníase e a malária.
O desenvolvimento de uma política para as urgências e emergências permitiu a melhor estruturação da rede. O Serviço de Atendimento de Urgência (Samu), de 2003, já atende 105 milhões de brasileiros. A construção das unidades de pronto atendimento (UPAs) reforça o Samu e a rede de atenção primária, contribuindo para a redução das filas nos hospitais. Nas cirurgias eletivas, ampliou-se o conceito dos “mutirões”, permitindo que os gestores locais promovam 90 diferentes procedimentos que eram restritos a quatro no modelo anterior. Sofreu expansão de 1,5 milhão de procedimentos em 2002 para 1,95 milhão, em 2009. Foram feitas mais cirurgias de catarata em 2009 do que no auge dos mutirões em 2002. O número de transplantes cresceu de 11,2 mil, em 2002, para 20,2 mil, em 2009, um salto de 80%. O SUS também consolidou-se como o principal fornecedor de medicamentos. O mercado de genéricos cresceu e o número de novos registros saltou 280% em sete anos. Além disso, foi criada a Farmácia Popular, ação de governo mais bem avaliada pela população.
O SUS tem desafios importantes, sobretudo o subfinanciamento. É urgente a construção de um entendimento nacional sobre o financiamento. A despeito disso, a atual gestão tem corrigido iniquidades regionais. Os repasses financeiros para procedimentos da média e alta complexidade aumentaram 137%, entre 2003 e 2009.
Na direção da equidade, o aumento foi maior nas regiões Norte (298%) e Nordeste (240%). Estamos cumprindo o compromisso de fazer mais e melhor. É inegável o esforço deste governo para legar um SUS mais organizado, integrado e com bases de sustentação que permitam ao país oferecer serviços de melhor qualidade aos brasileiros.
Alberto Beltrame
fonte:
Estado de Minas
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Um comentário:
Olá, blogueiro!
O SAMU e as Unidades de Pronto Atendimento – UPAS 24h estão unidos para aprimorar o atendimento de saúde para todos os cidadãos brasileiros.
O SAMU fará o primeiro atendimento ao paciente, que será encaminhado às UPAS 24h para ser tratado de acordo com a gravidade do seu caso. Toda UPA 24h tem consultórios de pediatria, clínica médica, odontologia, além de laboratórios e salas de raios-X. Também conta com leitos de observação para crianças e adultos, com o objetivo de estabilizar pacientes mais graves até serem levados a um hospital.
Saiba mais acessando http://www.upasamu.com.br, ou mande email para comunicacao@saude.gov.br
Obrigada,
Ministério da Saúde
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