Ana Elisa de Siqueira, da Hospitalar Santa Celina, se ampara de mapa e bússola e parte para a aventura em meio à natureza
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Um dia antes de encarar a prova, Ana Elisa de Siqueira, junto ao seu marido, analisa o material entregue para todos os grupos ou duplas inscritas. São importantes informações, incluindo um mapa a ser sempre verificado com a bússola. A empreitada não de, podem levar de duas horas permite GPS, mas outros acessórios são tão permitidos quanto necessários: na mochila tem garrafa d’água, frutas e equipamentos que podem se tornar indispensáveis em meio à natureza. Apesar do belo cenário em que constituem as corridas de aventura, elas não são para qualquer amante da natureza.
Como se fosse uma brincadeira de “caça ao tesouro” para adultos, é preciso ter garra e preparo o suficiente para pegar quilômetros de trechos de caminhada sem trilhas marcadas. É aí que está o grande motivo de ter entrado para este esporte. “Escolhi essa atividade principalmente por estar em contato com a natureza”, explica Ana Elisa, que dirige a Hospitalar Santa Celina, apontando que esta é uma boa maneira de unir seu gosto por esportes que exijam resistência e estratégia. “Já pratiquei triatlon por algum tempo, mas é uma modalidade que muitas vezes é feita no espaço urbano cidade, com trechos de asfalto. Além disso, é uma prova que se resume apenas numa explosão física”.
Inegável que se deve ter um bom preparo físico para lidar com uma navegação no meio do mato, que envolve caminhadas por lugares com desníveis, mountain bike, rapel ou caiaque. É por isso mesmo que ela pratica todos os dias da semana e conta com o apoio de uma assessora esportiva. Em vésperas de provas, essa agenda se amplia para sábados e domingos. Os treinos de corridas e bicicleta podem ser feitos em parques como o Ibirapuera, enquanto as remadas no caiaque são praticadas ainda pela manhã, nas raias da Universidade de São Paulo. O físico deve estar preparado também para a duração das provas que, dependendo da modalidade, podem levar de duas horas ou até mais que cinco dias.
Dessa forma, a exigência pela agilidade estratégica é ainda mais importante do que a força física. “Não adianta querer fazer a navegação proposta pela organização com pressa, para chegar logo, pois isso pode acabar atrapalhando o principal, que é saber se localizar e seguir no caminho correto. Quem tem estratégia
e inteligência, chega à frente”, diz a executiva, que parece ter captado essa habilidade logo quando começou com as corridas de aventura, há cerca de um ano. Ela se lembra que quando decidiu experimentar o esporte, já conseguiu bons resultados. Na segunda vez em que participou de uma prova, conquistou o segundo lugar ao lado da equipe.
e inteligência, chega à frente”, diz a executiva, que parece ter captado essa habilidade logo quando começou com as corridas de aventura, há cerca de um ano. Ela se lembra que quando decidiu experimentar o esporte, já conseguiu bons resultados. Na segunda vez em que participou de uma prova, conquistou o segundo lugar ao lado da equipe.
A estratégia segue o tempo todo. Casada com um médico, Ana Elisa sempre faz as provas com ele como sua dupla, ou como integrante de uma equipe com mais pessoas. “Temos dois filhos e precisamos saber conciliar. Então, eu preciso treinar pela manhã, antes de ir trabalhar, e ele treina depois do trabalho, para que todos possamos ter tempo com eles”,explica. E a família continua sempre bem-vinda em dias de provas, já que existem programações para os pequenos que aguardam seus pais durante as navegações.
Fred Linardi
Fonte:
Saude Business

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